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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Família Piquet lavando dinheiro


Nelson e Nelsinho estão sendo investigados por esquema com a FCA.









Nelson Piquet e seu filho, Nelsinho, estão sendo investigados por envolvimento em um escândalo de lavagem de dinheiro e corrupção na Federação Cearense de Automobilismo. Em uma megaoperação batizada de “Podium”, a Polícia Federal do estado reuniu provas de que o tricampeão mundial teria enviado uma quantia em dinheiro para a entidade, depois repassada para uma conta do filho no exterior. As informações são da revista “Veja”.
Segundo a publicação, Nelson teria enviado R$ 2,7 milhões à federação cearense entre os anos de 2005 e 2008 através de sua empresa, Autotrac, e a FCA devolveu seguida R$ 500 mil. Outros R$ 5,2 milhões foram enviados à conta de Nelsinho. no exterior. O tricampeão mundial admitiu à revista que passou a quantia à federação.
- Fiz assim porque tenho boas relações com os cearenses – afirmou.
Outros pilotos aparecem nas acusações. Xandy Negrão, por exemplo, teria entregado “um dinheiro”a Hybernon Cysne, então presidente da Federação. Diego Nunes, também da Stock Car, teria mandado R$ 8,3 milhões para a FCA, que repassou R$ 7,8 milhões ao piloto no exterior.
A FCA é acusada de receber quantias em dinheiro como patrocínio e repassá-las posteriormente aos “patrocinadores”. Entre 2004 e 2008, período em que Cysne esteve à frente da entidade, a federação teria recebido R$ 51 milhões, número cinco vezes maior que a de São Paulo, por exemplo. No fim, no entanto, ficou apenas R$ 4,6 milhões, equivalente a 9% do que recebeu.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Red Bull mantém indefinição sobre motores e cogita fabricação própria


Vettel deixa carro após quebra do motor na Coreia. Foto: Getty Images


Os títulos mundiais de pilotos e de construtores na temporada passada não foram suficientes para agradar a Red Bull. A equipe austríaca de Fórmula 1 já deixou claro que pretende mudar o fabricante de motores, hoje a Renault. Além de estudar novas propostas, a escuderia cogita também começar a produzir o equipamento.
A Mercedes ganhou força nas últimas semanas, mas as sondagens cessaram e a negociação é considerada difícil. Segundo Dietrich Mateschitz, proprietário do time, a Red Bull está de olho no regulamento de motores que entrará em vigor em 2013.
"Estamos de prontidão para uma parceria interessante. E mesmo a ideia de desenvolver o nosso próprio motor, eu acho que não é mais um absurdo", evidenciou.
Com a negativa da Mercedes, a Volkswagen, outra fabricante alemã, também aparece como alternativa viável. Christian Horner, chefe da equipe, endossou o discurso de indefinição.
"É importante deixar todas as opções em aberto. Esse tem sido o esforço do senhor Mateschitz. Com a sua visão, tudo é possível", afirmou.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Motores ecológicos na F1

O Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vai se reunir na próxima sexta-feira, dia 10 de dezembro, e poderá anunciar uma mudança radical nos motores da Fórmula 1. Com o objetivo de reduzir o consumo de combustível, a categoria deverá voltar a usar propulsores turbo após 25 anos.
No entanto, essa medida ecológica não agradou escuderias como a Mercedes e a Ferrari, tampouco o chefe comercial da categoria, Bernie Ecclestone. Eles consideram que o custo da mudança será muito alto.
Segundo a BBC, a Fórmula 1 usará a partir de 2013 motores de quatro cilindros turbo com 1,6 litros. Atualmente, são usados propulsores V8 de 2,4 litros. O objetivo da mudança é aumentar em até 50% a eficiência no consumo de combustível.
É uma medida para tentar refletir no esporte a motor as tendências de redução da emissão de carbono e tentar popularizar a ideia, a fim de aumentar a demanda por equipamentos ecológicos.
No entanto, isso poderia aumentar em mais de R$ 200 milhões os custos de desenvolvimento. Para Bernie Ecclestone, é uma medida desnecessária: “Nós temos uma fórmula de motor muito boa. Por que devemos mudar para algo que vá custar milhões e ninguém quer usar, além de permitir que uma montadora tenha uma grande vantagem?”.
BBC ouviu ainda um representante da Ferrari, e ele disse que ficaria surpreso caso o anúncio oficial da mudança não seja feito na próxima reunião: "Existe um acordo e, quando há um acordo, você trabalha conforme ele”. 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nelsinho Piquet revela que denúncia à FIA foi por raiva de chefe da Renault

Dois anos após o polêmico GP de Cingapura, no qual forjou um acidente para ajudar Fernando Alonso, Nelsinho Piquet revelou o motivo por que fez a denúncia à FIA (Federação Internacional de Automobilismo): a raiva que sente por Flávio Briatore, então chefe da Renault.

Em uma entrevista ao jornal inglês The Times, Nelsinho disse que decidiu levar a armação ao conhecimento da FIA por causa da raiva que sentia por Briatore. "Se estou sendo honesto, acho que eu estava mais motivado por raiva contra o Briatore do que por um desejo de consciência limpa", disse o brasileiro, um dia após ter ganhado a ação de difamação contra a Renault.

Na época da denúncia, a equipe francesa disse que a família Piquet estava mentindo a respeito do acidente e foi condenada pela Justiça nesta terça-feira a pagar uma indenização a Nelsinho e também a Nelson Piquet, seu pai.

Durante a entrevista, Nelsinho revelou que fez o que fez por que queria se manter na categoria. "Eu estava tentando estabilizar a minha reputação na Fórmula 1 e ele (Briatore) sempre dizia que o meu destino estava nas minhas mãos. Fiz de tudo para agradá-lo, mas parecia que ele sempre só me criticava", disse o ressentido ex-piloto, que relatou os detalhes do fatídico acidente.

"Estava muito assustado, mal conseguia respirar. Gritava no rádio várias vezes, perguntado ‘em que volta estamos, em que volta estamos?'. Eles confirmaram qual era a volta e eu sabia o que tinha de fazer, embora não pudesse acreditar. Cheguei na curva 14 e pude sentir um aperto no estômago", contou Nelsinho.

"Estava incrivelmente assustado, foi como um sonho. Toquei a roda traseira no muro e então pisei no acelerador para bater na outra barreira. Não senti dor no impacto, mas a adrenalina estava pulsando. Me sentia no controle do carro durante a batida", revelou o ex-piloto, que reconhce que será difícil esquecer o que aconteceu.

"Olhando para trás, parece que foi em outra vida, mas eu sei que eu nunca vou escapar totalmente dessa sombra. Sou um homem mais forte hoje, e tenho certeza de que eu teria força para dizer não", concluiu.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Camilo exalta única pole do ano

Fora da briga pelo título, Thiago Camilo surpreende e é pole em Curitiba. Foto: Vanderley Soares/ms2/Divulgação

Com o tempo de 1min20s741, Thiago Camilo, da Ipiranga Vogel, vai largar na ponta da etapa derradeira da Stock Car, em Curitiba. Fora da briga pelo título por não ter conseguido se classificar à superfinal, o piloto exaltou a única pole position de uma temporada difícil.
Pela primeira vez desde que a Stock Car implantou o sistema de playoffs para definir o campeão, Thiago Camilo não disputa o título. Além disso, ele ainda não venceu na temporada, e pode terminar um ano sem subir no lugar mais alto do pódio pela primeira vez desde 2003, seu ano de estreia na categoria.
"Chorei dentro do carro de alegria, porque esse foi um ano que cobrei muito de mim mesmo. Eu me questionei por causa dos resultados. Este final de semana começou como um dos mais difíceis para a gente, em um ano também muito complicado. Nunca deixei de vencer em todos esses anos", contou o piloto de 26 anos, que soma oito vitórias em oito anos de disputa.
Camilo explicou que conquistou a pole devido a um acerto audacioso, que privilegiou os pneus, após um primeiro treino livre muito complicado. "O primeiro treino foi muito complicado, porque chegamos com um acerto novo e foi um desastre. A gente mexeu no carro de novo, meio no escuro, mas ele estava muito bom. Depois, percebi que poderíamos brigar e o que fiz foi achar um acerto que não desgastasse tanto o pneu. Deu certo", comemorou.
Mesmo fora da luta pelo título, Camilo não considera abrir espaço para os quatro pilotos que brigam pelo caneco. "Não vou, de maneira alguma, interferir na disputa do campeonato. Torço para que vença o melhor, mas vou em busca da vitória aqui", prometeu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pilotos da GT1 destacam grande reta e sentido anti-horário de Interlagos

Interlagos vai sediar neste fim de semana a penúltima etapa do Mundial de GT1. A prova pode definir o campeão da temporada de 2010. Os parceiros de Maserati Andrea Bertolini e Michael Bartels lideram o campeonato com 130 pontos cada



Pela primeira vez, o Brasil vai sediar uma etapa do Mundial de GT1. A penúltima prova da temporada acontecerá nesse fim de semana em Interlagos e pode decidir a dupla campeã da categoria. Até o momento, Andrea Bertolini e Michael Bartels, da equipe Vitaphone Maserati, lideram a competição com 130 pontos cada, e, com uma combinação de resultados, podem celebrar a conquista do título em São Paulo no domingo (28).

Provável palco da definição do título, o tradicional circuito paulistano foi bastante elogiado pelos pilotos da categoria, repetindo assim o discurso dos competidores da F1, que correram em Interlagos há três semanas. Os principais pontos do autódromo destacado pelos representantes da GT1 foram o sentido anti-horário da pista e a longa reta principal.


Bertolini espera chegar a San Luis, na Argentina, já como campeão da temporada, mas acredita que o Ford GT guiado por Thomas Mutsch, vice-líder da competição com 95 pontos, pode levar vantagem em Interlagos, uma vez que seu carro é mais leve que a Maserati MC12 do italiano, que corre em dupla com o alemão Bartels. “Ganhar o título em Interlagos será difícil para nós, por causa do peso do nosso carro. O Ford GT é mais leve, e eu acho que o Thomas vai se dar melhor do que nós nas retas e nas mudanças de relevo”, declarou.


GT1
Andrea Bertolini e Michael Bartels podem faturar o título mundial do GT1 no domingo


Adversário de Bertolini, o germânico já dividiu o volante do carro da Matech com Romain Grosjean e tem agora com parceiro Richard Westbrook.



Andrea avisou que pretende adotar a mesma estratégia do rival. “Será muito importante termos as mesmas escolhas que os outros, sejam elas certas ou erradas”, acrescentou o italiano, que também brincou com o fato da pista brasileira ser em sentido anti-horário, o que desgasta ainda mais o pescoço dos pilotos. “Espero ter dores no pescoço, porque isso significaria que fomos muito rápidos”, completou Bertolini.



Vencedor de duas provas na temporada, ao lado de Franck Kechele, Ricardo Zonta disputou esporadicamente o campeonato de 2010, paralelamente à participação na Stock Car, onde defende o Corinthians. Impulsionado pela vitória na última etapa, realizada em Navarra, na Espanha, o brasileiro, sexto lugar na classificação com 75 pontos, se mostrou confiante em poder conquistar outro bom resultado pela Lamborghini, dessa vez, em seu país-natal.



“As oportunidades de ultrapassagens neste circuito estão na reta principal, porque ela é muito longa, e os motores vão fazer a diferença. Acredito que a pista será boa para o Lamborghini, pois há curvas boas para tração e curvas de média velocidade”, avaliou Ricardo, que também venceu em Spa-Francorchamps.



Paranaense como Zonta, Enrique Bernoldi foi outro piloto que elogiou muito Interlagos. O ex-piloto da Arrows na F1 espera poder ajudar a Maserati a faturar o título de Construtores. Ao lado do português Miguel Ramos, Bernoldi ressaltou também o fato de correr novamente no Brasil. “Estou confiante em ter um ritmo forte em Interlagos e lutarei pela vitória para ajudar meu time a conquistar o título de equipes. É ótimo poder correr no meu país novamente em um campeonato mundial, e minha motivação é alta”, explicou.



“É uma ótima pista para ultrapassagens, então será divertido tanto para os pilotos quanto para os espectadores”, comentou o piloto, que também frisou a importância de Interlagos ser em sentido diferente da maioria das pistas que integram o calendário. “É um circuito no sentido anti-horário e isso faz um pouco de diferença, então tenho de esperar para ver como um carro de GT1 se comporta nele. É um traçado mais exigente do que a maioria, pois tem muitas curvas de alta e algumas de baixa velocidade também”, complementou o 19º da classificação geral até o momento. No campeonato dos Construtores, a Vitaphone Maserati soma 160 pontos, contra 142 da Reiter, equipe de Zonta, Kechele, e também de Peter Kox e Christopher Haase.


Divulgação/DPPI
Ao lado de Kechele, Zonta, vencedor da última corrida da temporada, elogiou traçado de Interlagos




Quem também elogiou Interlagos foi Michael Krumm. O alemão, que divide o volante do Nissan GT-R da equipe Sumo Power com Peter Dumbreck, vai pilotar pela primeira vez no circuito paulista e não disfarçou a emoção por estar no mesmo palco onde já foram disputadas 28 provas na F1. “Esta é uma pista muito famosa, e será emocionante guiar nela, principalmente depois de ver tantas corridas pela TV. Nosso carro deve se adaptar bem a ela, então, a expectativa é boa”, declarou o germânico.



Michael se lembrou de um detalhe curioso ao se referir ao sentido anti-horário de Interlagos. “A única grande diferença será nossa posição nos pits. Como nosso carro tem o volante do lado direito, nós ficaremos do outro lado para a troca de pilotos”, declarou o piloto, que não se mostrou preocupado com a variação climática comum a São Paulo. “Normalmente, nosso carro é muito competitivo na chuva, então, qualquer condição será bem-vinda”, concluiu.



Representando a equipe Young Driver AMR, Christoffher Nygaard, dinamarquês da cidade de Gentofte, lembrou que a primeira prova da temporada, em Abu Dhabi, também foi disputada em sentido anti-horário e acredita que as características de Interlagos não devem afetar seu desempenho geral na penúltima etapa de 2010.



“Honestamente, não acredito que isso influencie meu desempenho. Há sempre curvas para a direita e para a esquerda em um circuito moderno, e meu treino não é focado em um tipo especial de curva. Já que o campeonato começou em uma pista em sentido anti-horário, acho que todos estão prontos para isso. Eu sei que estou”, encerrou o piloto da Aston Martin.


GT1
Bernoldi espera ajudar a Maserati a faturar o título dos Construtores


A programação da GT1 em Interlagos prevê para sexta-feira (26), a partir das 15h30, a disputa da pré-classificação. Já a definição do grid de largada para a corrida classificatória acontecerá no sábado pela manhã e terá uma hora de duração, começando a partir das 9h. Às 14h30, os pilotos voltam à pista para disputar a corrida de classificação que define a ordem de largada da prova principal do fim de semana, que será no domingo, às 15h, sempre pelo horário de Brasília. O Mundial de GT1 terá cobertura completa ‘in loco’ do Grande Prêmio.


Componente será apresentado durante evento de tecnologia automotiva

Primeiro automóvel nacional superesportivo
terá uso intenso de alumínio Alcoa




A Alcoa participa, de 5 a 7 de Outubro, da 19ª edição do Congresso e Exposição de Tecnologia da Mobilidade mostrando como as aplicações em alumínio podem ajudar a diminuir o peso dos veículos e a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O evento, um dos mais importantes do setor, acontece no Expo Center Norte, em São Paulo (av. José Bernardo Pinto, 333 - Pavilhão Azul – Vila Guilherme- SP), com a participação de importantes empresas expositoras e apresentação de 136 trabalhos técnicos e 19 palestras temáticas.
A Alcoa mostrará em seu estande uma estrutura de alumínio, conhecida como spaceframe, que equipará o primeiro automóvel nacional superesportivo. Batizado provisoriamente de Vorax, o veículo utiliza o que há de mais moderno em tecnologia automotiva. Será equipado com perfis extrudados, chapas e peças fundidas em alumínio, permitindo melhor desempenho, leveza, absorção de impactos e design moderno. Além do spaceframe, o estande contará com tecnologias e soluções para o segmento de transporte (transporte comercial, automotivo, motocicletas) e apresentará os benefícios de uma carroceria em alumínio para transporte de cana picada e rodas forjadas de alumínio para caminhões, ônibus e uma desenvolvida especialmente para as motos Harley Davidson. A larga experiência da Alcoa em engenharia permite a criação de soluções que contribuam para melhorar cada vez mais o desempenho dos veículos.

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Superesportivo Vorax será equipado com alumínio Alcoa


Perfis diferenciados para o setor de transporte - Para o segmento de transporte, a Alcoa desenvolve perfis extrudados em ligas e acabamentos especiais, produtos em conformidade com as normas de segurança. A Empresa levará à SAE perfis para pisos de furgões frigoríficos, apropriados para reduzir o peso da carroceria e transportar mais cargas, além de ser mais leve, versátil, resistente e totalmente reciclável.
O alumínio possui características que, se comparadas às de outros materiais, são bastante vantajosas: contribuem para a redução do peso do veículo, além de o material ser mais resistente e durável. Outro benefício deste perfil é que o usuário poderá utilizar a lateral para comunicação visual.
Os perfis destinados à indústria automotiva são produzidos nas unidades de Extrudados da Alcoa em Santo André-SP, Tubarão-SC, Sorocaba-SP e Itapissuma-PE e  abastecem todo o mercado nacional.
Perfis extrudados no segmento de autopeças - Para o segmento de autopeças a Alcoa possui uma gama de perfis desenvolvidos com formas geométricas das mais variadas para a confecção de bagageiros, radiadores, freios, coxins, frisos, molduras para janelas e sistemas de ar condicionado e outros. Durante a SAE a Alcoa apresenta modelos de perfis extrudados de alumínio para os garfos da suspensão traseira da moto Honda. Esses perfis são fornecidos com exclusividade para os modelos das motos XRE 300 e CRF 230F.
As empresas de autopeças podem contar com a versatilidade dos perfis de alumínio que permitem diversos processos de transformação e acabamento (pintado, anodizado, polido etc.), facilitando a produção das peças acabadas. Os perfis podem ser dobrados, repuxados, calandrados, curvados, expandidos, lixados, trefilados, usinados e forjados.
Os perfis de alumínio da Alcoa podem ser aplicados em diversas partes de um automóvel, proporcionando inúmeras vantagens:
Estrutura: a combinação entre durabilidade, resistência à corrosão, versatilidade e outras propriedades físicas faz do alumínio uma excelente opção na fabricação de carrocerias e estruturas de automóveis e utilitários;
Suspensão: a resistência mecânica e a leveza do alumínio são vitais para sistemas de suspensão;
Refrigeração: por ser excelente condutor de calor e apresentar alta resistência à corrosão, o alumínio é intensamente utilizado em componentes de radiadores, compressores e condensadores de ar condicionado;
Acabamento: a maleabilidade do alumínio permite criar formas inovadoras e com design moderno, que melhoram o desempenho do veículo e aumentam o espaço disponível interna e externamente.

Algumas das peças produzidas em alumínio são as seguintes:

Coxim do motor: função antivibratória;

Carcaças do cilindro de roda: aciona o freio a tambor;

Suporte da ventoinha: fixa as pás no eixo da ventoinha;

Válvula do compressor: controla a circulação de ar condicionado;

Rotor do supercharger: aumenta o fluxo de ar no coletor;

Válvula sensível à carga: regula a pressão do freio em função da carga colocada no veículo.

Alumínio Alcoa é o principal componente do primeiro veículo superesportivo brasileiro
               As primeiras unidades do primeiro veículo nacional superesportivo, o Rossin-Bertin, estão programadas para ser produzidas a partir de 2011. Mas antes desse sonho se tornar realidade, os executivos da montadora tiveram de acreditar muito neste projeto e trabalhar intensamente para conseguir levar a ideia adiante. Uma das estratégias adotadas pela equipe foi apresentar a proposta a grandes empresas e convencê-las a fazer parte de um projeto arrojado e pioneiro no País. “Se não tivéssemos grandes empresas ao nosso lado ficaria difícil convencer mais pessoas de que é possível produzir um veículo superesportivo no Brasil com a mesma qualidade dos internacionais, ou quem sabe até superior”, explica Fharys Rossin, CEO da Rossin e ex-designer da General Motors. O design de exterior do novo Chevrolet Camaro, produzido no Advanced Studio, em Michigan, Estados Unidos, foi o último projeto de Fharys na montadora.
As conversas com a Alcoa começaram em 2007. Quando Fharys Rossin decidiu procurar a Companhia, já sabia que a Empresa era responsável pela produção dos spaceframes de outros modelos superesportivos de luxo, como Ferrari e Audi. “Quando cheguei à Alcoa para nos reunirmos, todos ficaram surpresos porque apresentei o conceito de longarina e disse que precisaria de algo nesse sentido”, recorda Rossin.
“Quando percebi a qualidade da equipe da Alcoa, logo consegui vislumbrar o conceito de spaceframe para nosso carro. Senti que dentro da Alcoa tinha muito a ser conquistado por causa da tecnologia, know-how e experiência dos profissionais, algo que não se encontra facilmente no mundo”, completa Rossin.
Na indústria automotiva há inúmeros casos de adaptação de projetos em veículos, tanto em sua estrutura como no desenvolvimento de novos componentes. E em muitas ocasiões os desafios são tantos que acabam atrasando e comprometendo o resultado final de um trabalho. “O desenvolvimento do spaceframe e de outros componentes em alumínio já contou com a participação do metal desde o início, não houve adaptação. Pudemos concentrar nossos esforços nas propriedades do alumínio e na sua alta capacidade mecânica”, revela Reginaldo Otsu, gerente de Produtos do mercado industrial da Alcoa.
O Rossin-Bertin contém outros componentes sustentáveis em sua estrutura além do alumínio, como por exemplo a fibra de carbono. A escolha desses materiais ajudou a reduzir o peso do veículo em cerca de 450 quilos quando comparado com similares que empregam outros materiais tradicionais. Com esta escolha, o Rossin-Bertin se torna mais leve, resistente, seguro, veloz, eficaz e menos poluente. “Há pessoas que acreditam que um carro leve e brasileiro não pode dar certo. Vamos quebrar esse paradigma e provar que é possível inovar e utilizar o alumínio como componente estratégico”, conta Rossin.

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Alumínio da Alcoa é componente estratégico no superesportivo brasileiro Vorax

O superesportivo brasileiro necessita de cerca de cinco mil peças para ser montado. Desse total, 60% serão de alumínio. Além do spaceframe, contará com outros componentes do metal, como tanque de combustível, rodas, portas, pedais, puxadores, entre outros.
Testes comprovam resistência e segurança - A equipe de engenharia e desenvolvimento do Rossin-Bertin já realizou três testes para avaliar a segurança, resistência, durabilidade e desempenho do automóvel. Os testes foram realizados por meio de simulações eletrônicas e  comprovaram que a utilização do alumínio não comprometeu o desempenho do automóvel. “Conseguimos atingir um resultado muito bom nestas avaliações. Precisamos fazer pequenos ajustes para conquistar a pontuação máxima”, comemora Rossin.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Espanhol da Ferrari chega apenas em sétimo e vê a festa do alemão da RBR, que se torna o mais jovem campeão da história da categoria, aos 23 anos



Vettel domina em Abu Dhabi, seca Alonso e arranca o título da Fórmula 1




Sebastian Vettel chegou a Abu Dhabi sem nenhuma intimidade com o topo da tabela da Fórmula 1. O alemão da RBR não liderou a temporada em momento algum e entrou na última prova do ano como azarão para conquistar o título. Foi apresentado à liderança na hora certa, disse “muito prazer” e levantou uma taça que parecia improvável. Vettel largou na pole neste domingo, não olhou mais no retrovisor e empurrou a enrascada para quem vinha atrás. Ainda tinha de secar o bicampeão Fernando Alonso, que só precisava chegar em quarto lugar para ser tri. Parecia fácil para a Ferrari, mas não foi. O espanhol sofreu com os intrusos à sua frente e cruzou apenas em sétimo. Aos 23 anos, o alemão torna-se o piloto mais jovem a erguer um troféu da categoria.
Dono de 10 pole positions no campeonato de 2010, Vettel nunca precisou tanto confirmar a rapidez da sua RBR. No circuito da Yas Marina, só abriu mão do primeiro lugar por alguns instantes, quando parou nos boxes. E contou com a sorte de ver Alonso engarrafado lá atrás. Na temporada que começou com a notícia bombástica do retorno de Michael Schumacher, a Alemanha vibra com a ousadia de um garoto que tem idade para ser seu filho. O novíssimo campeão.
Flutuando: o campeão Sebastian Vettel era só alegria no pódio de Abu Dhabi 
sebastian Vettel RBR do gp de Abu Dhabi bandeirada
Lewis Hamilton, da McLaren, cruzou em segundo, mas suas chances de título eram remotas demais para buscar o milagre. Campeão em 2009 e sem chances em Abu Dhabi, Jenson Button foi o terceiro, seguido pelos coadjuvantes Nico Rosberg, da Mercedes, Robert Kubica, da Renault, e seu companheiro Vitaly Petrov. Alonso terminou em sétimo, à frente de Mark Webber, que em nenhum momento deu sinais de que poderia ganhar o título. Resta ao australiano de 34 anos ver o companheiro, uma década mais jovem e "queridinho" da equipe, levantando o troféu.

O triunfo de Vettel coroa um ano quase perfeito para a RBR, que já tinha conquistado o Mundial de Construtores por antecipação em Interlagos. Um prêmio à escuderia que em nenhum momento fez jogo de equipe e liberou seus pilotos para a disputa interna na pista. A Ferrari, mesmo com a polêmica troca de posições no GP da Alemanha, bate na trave com o vice-campeonato de Alonso, que ficou a quatro pontos do rival alemão.
Despedida melancólica de Alonso
O espanhol ainda saiu da temporada pela porta dos fundos. Dentro da pista, após a bandeirada, reclamou com Petrov, que não lhe facilitou a vida. Saiu do carro vaiado, enquanto o russo era aplaudidíssimo por ter segurado o piloto da Ferrari na maior parte da prova. Fernando foi o único a não cumprimentar Vettel após a corrida, e a escuderia italiana sumiu da festa do pódio, que geralmente tem representantes de todos os times: não havia um macacão vermelho sequer.
Àquela altura, claro, o alemão não estava nem aí para o chororô da Ferrari. Choro genuíno foi o seu, feito criança, pelo rádio. Ainda ao volante, agradeceu à RBR. No pódio, com os cabelos rebeldes bagunçados, ergueu os braços, levou as mãos ao rosto duas vezes e encheu os olhos d'água. Tomou um banho de champanhe de Button e Hamilton, justamente os dois campeões anteriores. Está passada a faixa. A Fórmula 1 tem um novo campeão. O mais novo de todos os tempos.
Os brasileiros se despediram de 2010 com papéis de figurantes neste domingo. Felipe Massa, da Ferrari, foi o décimo, e Rubens Barrichello chegou em 12º. Lucas Di Grassi, da VRT, cruzou em 18º, seguido por Bruno Senna, da Hispania, o antepenúltimo.
Schumi roda e tumultua início da prova
A corrida já começou tensa. Vettel manteve a ponta, seguido por Hamilton, mas Alonso perdeu a terceira posição para Button. E os holofotes, enfim, se voltaram para Schumacher. Não do jeito que o alemão gostaria, claro. Com um discreto nono lugar na classificação da temporada, ele só atraiu a atenção quando sua Mercedes rodou na primeira volta e parou no meio da pista, virada na contramão. O italiano Vitantonio Liuzzi não conseguiu desviar e literalmente escalou o carro de Schumi (veja o acidente no vídeo ao lado). Safety car na pista durante cinco voltas.
Na hora da relargada, o cenário era de limite para Alonso. O espanhol precisava resistir aos ataques de Webber e segurar a quinta posição, para que o título não caísse no colo de Vettel. Ainda havia 50 voltas pela frente, mas o piloto da Ferrari começava a ver o tricampeonato escapando.
sebastian Vettel RBR do gp de Abu Dhabi bandeiradaA bandeirada histórica de Vettel (Foto: agência EFE)
Enquanto o alemão da RBR mantinha a ponta, Alonso estava em 11º na metade da corrida - posição fictícia, já que vários rivais ainda precisavam passar pelos boxes. Mas o espanhol se via preso atrás de Petrov e Rosberg, e aí não havia ficção alguma, porque os dois também já tinham parado. Era necessário ultrapassá-los para esticar a mão em direção à taça.
Quando Vettel fez sua parada, Button assumiu a liderança. Era apenas um alento para o campeão de 2009, que cumpria tabela nos Emirados Árabes e ainda seria obrigado a fazer o pit stop. Foi o que aconteceu na 40ª volta, quando o piloto da RBR retomou seu posto de líder, voando a caminho do título. No retrovisor, ele via Alonso em oitavo, ainda com Petrov e Rosberg no meio do caminho.
Robert Kubica parou na 47ª volta e retornou na frente de Alonso, complicando ainda mais a vida do bicampeão. Com o tempo escorrendo pelos dedos, era preciso ganhar três posições na base do acelerador, sem pit stops. O título caminhava em alta velocidade para Vettel, que só precisava trazer o carro até a bandeirada final. Foi o que aconteceu.
A Fórmula 1 conheceu seu mais jovem campeão, roubando por cinco meses o posto que era de Hamilton e já tinha sido do próprio Alonso. Prêmio para quem foi rápido durante todo o ano, apesar de só ter conhecido a liderança na última corrida. Quando de fato importava.

Resultados completos do GP de Abu Dhabi:
1. Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 55 voltas em 1h39m36s837
2. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - a 10s1
3. Jenson Button (ING/McLaren) - a 11s
4. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 30s7
5. Robert Kubica (POL/Renault) - a 39s
6. Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 43s5
7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 43s7
8. Mark Webber (AUS/RBR) - a 44s2
9. Jaime Alguersuari (ESP/STR) - a 50s2
10. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 50s8
11. Nick Heidfeld (FIN/Sauber) - a 51s5
12. Rubens Barrichello (BRA/Williams) - a 57s6
13. Adrian Sutil (ALE/Force India) - a 58s3
14. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) - a 59s5
15. Sebastien Buemi (SUI/STR - a 63s1
16. Nico Hulkenberg (ALE/Williams) - a 64s7
17. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus) - a uma volta
18. Lucas di Grassi (BRA/VRT) - a duas voltas
19. Bruno Senna (BRA/Hispania) - a duas voltas

20. Christian Klien (AUT/Hispania) - a duas voltas
21. Jarno Trulli (ITA/Lotus) - a quatro voltas