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sábado, 22 de janeiro de 2011

Mas quem é Sutil?



Adrian Sutil é o piloto que chegaria em quarto lugar em Mônaco, até ser tirado da prova por Kimi Raikkonen a dez voltas do final. Sutil também é o piloto que já havia abandononado três provas nesta temporada, no início dos GPs da Austrália, Malásia e Espanha.

Alguns também se lembram que Sutil foi piloto da Spyker, no ano passado. Adiante, alguns dados que poucos conhecem, ou recordam.

Sutil estreou no GP da Austrália de 2007, quando, na classificação, conquistou um tempo 2s593 mais rápido queChristjan Albers, seu companheiro de equipe. Ao contrário de Albers, o jovem estreante nunca tivera contato com a pista anteriormente.

Não havia sido a primeira vez que o jovem alemão chamou a atenção na Fórmula 1. Sutil, filho de Jorge, um uruguaio que, por muito tempo, foi a primeira viola na Filarmônica de Munique, sentou pela primeira vez num kart de competição aos 16 anos. Antes disso, estava sendo educado para ser pianista clássico.

Seu ingresso à categoria máxima veio depois de uma temporada em que dominou a Fórmula 3 japonesa. Mas sua carreira não foi de todo vencedora nas categorias de base. Em 2005, foi vice da F3 Européia, atrás apenas de seu companheiro na equipe ASM, um certo inglês fortemente apoiado por Ron Dennis, chamado Lewis Hamilton.

O primeiro teste num Fórmula 1 lhe foi oferecido por Colin Kolles, seu primeiro chefe de equipe na F3 Européia, da pequena TME Kolles, pela qual conquistou 8 pontos e duas poles em 2004.Kolles, na época, estava na MF1 Spyker, que o chamou para ser terceiro piloto em algumas provas de 2006. Sutil impressionou a todos logo de cara por sua calma, confiança e, claro, velocidade – o que lhe rendeu um cockpit para 2007.

Fora da pista, o piloto, que escolheu uma pequena cidade suíça entre Berna e Zurique para morar, costuma se dar muito bem com jornalistas. Dizem que o discurso de Sutil é diferente dos outros pilotos, é alguém que demonstra inteligência e sempre rende uma boa conversa.


Por causa disso, fiquei triste quando Sutil abandonou em Mônaco. Por outro lado, domingo passado o mundo pode conhecê-lo um pouco melhor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

COPA TROLLER

COPA TROLLER - Final emocionante e disputada em Serra Negra


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Serra Negra (SP), 21/11/10 - A última etapa da Copa Troller Sudeste foi um desafio para os participantes, principalmente para as duplas que disputavam o título das três categorias. A organização montou uma prova técnica, com 110 quilômetros navegáveis repleto de emoção. O trecho com várias opções foi uma das atrações da prova, que encerrou o mais disputado campeonato dos últimos anos em grande estilo. Marcos e Marcelo Bortoluz, de Caxias do Sul (RS), na Master; Carlos e Ronaldo Rodrigues, de Curitiba, na Turismo, e o piloto Paulo Roberto dos Santos, de São José dos Campos (SP), e o navegador mineiro Marcelo Couto, na Graduados, deixaram Serra Negra com os títulos de 2010.

Na etapa, a dupla vencedora da Master foi Rone Branco/Theo Guardiano, com 417 pontos perdidos, seguida por Marcos Bortoluz/Marcelo Bortoluz, com 420, e Fábio Vernizi/Luiz Paiva (SP), 473. Na Graduados, Pedro Souza/Flavio Bisi (MG) levou a melhor, 488 pontos, vindo em segundo Paulo Roberto Santos/Marcelo Haseyama, com 533, e em terceiro, Thiago Carceroni/Marcelo Couto (MG), com 591.


Entre os participantes da Turismo, a primeira colocação em Serra Negra foi da dupla Carlos Santos/Ronaldo Santos, 616, seguida por Ricardo Flauzino/Ricardo de Freitas (SP), 688; e Celso Macedo/Belén Macedo, 818. Na Expedition, Emerson Watashi/Helio Watashi (SP) venceu, com 1190 pontos. Valdemar Sanfins/Jurandir de Amaral Neto (SP) ficou em segundo, 1352, e Fernando Ferreira/Carolina Gagliato (SP), em terceiro, 2143.



Marcos e Marcelo Bortoluz, de Caxias do Sul (RS), chegaram à última etapa com a obrigação de conseguir um bom resultado, pois a categoria Master estava com uma disputa acirrada pelo título. "O nível da Master foi muito alto e competitivo. Qualquer vacilo levaria a perda de pontos e do campeonato. Mas deu tudo certo e vamos levar o troféu para o Rio Grande do Sul", disse Marcos, piloto da dupla. No final, a dupla venceu com um ponto de diferença para Rone Branco e Theo Guardiano, de Curitiba.



Na Graduados o troféu foi conquistado por duplas diferentes, pois o sistema de pontuação é feito separadamente para pilotos e navegadores. O mineiro Marcelo Castilho Couto ficou muito emocionado com o título. "A sensação de vencer o campeonato é indescritível. Essa prova foi sensacional". O navegador disputou a Copa com dois companheiros diferentes, por isso quem levou o troféu de melhor piloto na Graduados foi Paulo Roberto dos Santos, de São José dos Campos (SP).



Os competidores consideraram esta a melhor etapa do ano, pois a organização conseguiu unir uma prova técnica com lama, canavial, balaios e médias apertadas com uma linda paisagem. "Serra Negra fechou o campeonato com chave de ouro. A organização está de parabéns; A Copa exigiu muito de piloto e navegador, principalmente nas provas técnicas como esta e de Poços de Caldas (MG)", afirmou o navegador Ronaldo Rodrigues dos Santos, de Curitiba (PR), que junto com o irmão e piloto Carlos levaram o título da Turismo. Ricardo Augusto Flauzino e Ricardo B. Freitas, de São Paulo, ficaram com o vice, um ponto atrás.



A Copa Troller Sudeste 2010 terminou, mas a organização já trabalha para o próximo ano. "Foi um temporada muito positiva para a Copa. Conseguimos intercalar provas técnicas com outras de estrada e, isso foi uma oportunidade para pilotos e navegadores mostrarem suas habilidades", comentou Deco Muniz, diretor de prova da Copa. Para 2011 um dos objetivos da organização será fortalecer ainda mais a categoria Expedition. Além de colocar mais provas técnicas para Master, Graduados e Turismo, aumentando ainda mais a disputa pelos títulos.


Resultado Final do Campeonato

Máster 

1º - Marcos Bortoluz e Marcelo Bortoluz - Caxias do Sul/RS, 67 pontos
2º - Rone Branco e Theo Guardiano - Curitiba/PR, 66
3º - Alfredo Turcatto e Camilo Turcatto - Ribeirão Preto/SP, 56

Graduados
Piloto

1º - Paulo Roberto dos Santos - São José dos Campos/SP, 59
2º - Thiago Carceroni - Belo Horizonte/MG, 57
3º - Carlos Henrique Bevilaqua - São Paulo/SP, 53

Navegadores
1º - Marcelo Castilho Couto - Belo Horizonte/MG, 57
2º - Leandro de Macedo Ferreira - Curitiba/PR, 53
3º - Allan Henrique Enz - Apucarana /PR, 51

Turismo
1º - Carlos Rodrigues dos Santos e Ronaldo Rodrigues dos Santos - Curitiba/PR, 71
2º - Ricardo Augusto Flauzino e Ricardo B. Freitas - São Paulo/SP, 70
3º - Osni Izidoro Casas e Rodrigo J. Borges - Joinville/SC,59

A Copa Troller 2010 é uma realização da Ford Motor Company Brasil - Divisão Troller, com organização da Speed Sports e supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O patrocínio é de Amortecedores Monroe, ESPN, Gabardo, Bavária, Goodyear, Hipull, com apoio de Troller Acessórios Originais e Webventure.



Fonte: http://www.mundorally.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mecânica Industrial


A mecânica industrial está relacionada a todas as atividades  que envolvem o reparo de máquinas, instalações, ferramentas e na manutenção dos sistemas automatizados. O mecânico industrial é um profissional que tem um grande mercado de trabalho em todos os estados brasileiros, especialmente nesse período de expansão tecnológica que estamos vivendo, contudo é necessário que os profissionais de hoje busquem uma formação profissional.
Na área da mecânica industrial os profissionais devem ter um conhecimento profundo sobre os mecanismos eletroeletrônicos, elétricos, hidráulicos, pneumáticos assim como dos sistemas de acionamento e controle mecânico. O trabalho do mecânico industrial é essencial no desenvolvimento de quase todos os processos produtivos em fabricas de todas as áreas, pois se não atuam na produção em si, atuam na manutenção das máquinas produtivas. Atualmente há um mercado em crescimento nas fabricas de automóveis, na produção automatizada das indústrias de alimentos nos sistemas de transportes, no setor farmacêutico e também nos demais segmentos industriais.
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A mecânica industrial é uma das áreas da engenharia, se ocupa de projetar, desenvolver, construir e prover a manutenção de equipamentos, motores, máquinas e instalações mecânicas.
Um engenheiro mecânico esta apto a desenvolver e projetar máquinas, veículos, equipamentos, sistemas de refrigeração e de aquecimento, além de ferramentas específicas para a indústria mecânica.

É responsável também pela supervisão da produção, organização do sistema de armazenagem, entre diversas outras funções.

<h2>Profissão</h2>
Um engenheiro em mecânica industrial tem um vasto campo de atuação, já que sua habilitação lhe permite exercer diversas funções importantes no mercado de trabalho atual.

Os setores de pesquisa e de desenvolvimento são essenciais ao estilo de vida que se conhece hoje, não somente para manter o ritmo de vida que levamos, mas também para criar novas formas de consumo que levem em consideração o conceito de sustentabilidade.
O exercício desta profissão requer o registro obrigatório no CREA.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sistemas Elétricos Autos


Quando viramos a chave para ligar um carro não imaginamos quantos sistemas estão envolvidos neste ato, que nos parece tão simples. Por exemplo, os sistemas elétricos dos autos são bastante complexos e são eles que dão início a todo o processo de funcionamento de um veículo. Para unir os componentes elétricos de um carro atual é preciso cerca de mil metros de fios, quem poderia imaginar isso?
sistemas elétricos autos
sistemas elétricos autos
Todos estes fios possuem cores diferenciadas que funcionam como um código para identificação que permita, no momento de realizar qualquer reparo, um rápido reconhecimento dos diferenciados circuitos existentes.

Funções

O sistema elétrico tem como função principal produzir uma faísca que faz funcionar o sistema de arranque. Os sistemas elétricos dos carros se dividem em vários circuitos, ignição, arranque, carga da bateria, luzes e circuito dos diversos acessórios que estão cada vez mais presentes nos carros modernos. As diferentes cores utilizadas nos sistemas elétricos normalmente são indicadas por intermédio de letras.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cartazes - GP do Canadá 1969 (e a única desclassificação da história por estar "lento demais")



Para o anúncio da volta do GP do Canadá no ano que vem não passar despercebido - embora ainda seja necessário uma confirmação oficial. Um cartaz e ma história.

O cartaz, acima, não é dos melhores. Três famílias tipográficas diferentes, uma profusão incômoda de cores vindas dos carros e das letras. E pelamor, o que aconteceu com a cabeça dos pilotos 12 e 2? Por que tão pequenas?


A história é do homem da foto, em sua segunda e última corrida de Fórmula 1. Al Pease, piloto local que correu os GPs do Canadá de 67 e 69. Note que seu Eagle-Climax (equipe particular) não dispõe de aerofólios - já bastante utilizados no fim de 1969.

Pease não se qualificou tão mal - 17o num grid de 19 carros. Na primeira volta, envolveu-se em um acidente com Silvio Moser, mas continuou na pista, mesmo com seu velho equipamento danificado. Não se monstrou cortês no papel de retardatário. Finalmente, uma representação de Ken Tyrrell à direção de prova provocou sua imediata desclassificação. Recebeu a bandeira preta após 22 voltas - naquela altura, todos os outros pilotos em pista já tinham completado muito mais que o dobro.

sábado, 8 de janeiro de 2011

8ª edição do Rally Parnacorreia será entre litorais do Piauí e Ceará

A 8ª edição do RALLY Parnacorreia, que acontecerá nos dias 13 a 15 de novembro, entre os litorais do Piauí e Ceará, foi homologada pela Federação Cearense de Automobilismo.

A prova largará de Parnaíba, no litoral do Piauí, terminando em Viçosa, nas serras cearenses, após dois dias de competição. De acordo com o presidente da federação Haroldo Scipião, a prova é muito importante para o estado do Ceará, uma vez que contribui para o desenvolvimento da modalidade. 

“O Parnacorreia divulga nossa terra, nosso estado, mostrando todas as nossas potencialidades. E esse ano estará homologada, coisa que não aconteceu nos anos anteriores”, declarou.

Ainda de acordo com Scipião, a federação irá levar secretaria de prova no primeiro dia de evento e durante a prova os comissários estarão presentes supervisionando todos os itens do regulamento. Segundo ele, a única exigência que a federação fará aos pilotos e navegadores que queiram participar da categoria carro 4x4 graduado e turismo é que estejam filiados à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e para isso não será cobrada taxa de filiação.

O dia 13 de novembro está reservado para as vistorias e largada promocional do evento. No dia 14, a percuso será de Parnaíba a Camocim, com 210 Km, para carros, motos e quadriciclos. As bikes farão um percurso em trilhas de Parnaíba. No dia 15, o percurso para as categorias motorizadas será de Camocim a Viçosa, no Ceará, com mais 120 Km.

As bikes farão a prova na região de Camocim. A premiação para todas as categorias acontecerá a partir das 19 horas, em Viçosa. Para os que completaram a prova, haverá sorteio de uma moto Zero Km.

O diretor do Rally Parnacorreia, Lívio Borges acrescenta que a competição é de Regularidade e podem participar competidores de carro 4x4, moto, quadriciclo e de mountain bike. As inscrições continuam abertas no site www.parnacorreia.com.br . Mais informações: (86) 9414-3012.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Le Lac Rally Team contrata piloto para temporada 2011


Depois da contratação do experiente Luis Tedesco, a equipe Le Lac aposta na juventude de Luccas Arnone que correrá a última etapa da Copa Peugeot em Passo Fundo (RS) com as cores do time paranaense neste final de semana, 6 e 7 de novembro.
Dando continuidade para a temporada 2011, a Le Lac Rally Team já fechou contrato com o jovem piloto Luccas Arnone que em 2009 foi campeão da Copa Peugeot na categoria Light. Nesta temporada por falta de patrocinadores, participou apenas de duas etapas. Luccas vai estar no grid da prova de Passo Fundo e em toda temporada 2011 defendendo as cores da Le Lac Rally Team.
Após um acerto com o chefe de equipe Leonardo Pinotti e o Diretor da Le Lac Rally Team Mirtillo Trombini, Arnone conseguiu enfim um grande suporte para essa prova e para o ano de 2011. “Estou muito contente com o contrato firmado com a equipe Le Lac Rally Team para o final dessa temporada e para 2011. Com certeza se não houvesse essa ajuda continuaria fora das pistas. Para a etapa de Passo Fundo iremos para vencer colocando em prática todo o meu conhecimento “ , explicou Luccas que terá como navegador Luan Rossi que atualmente é o competidor mais jovem do rali com apenas 16 anos. Já Luis Tedesco terá como navegador,em Passo Fundo, Raphael Furtado.
“Estamos trabalhando já pensando na temporada de 2011 e para isso já temos novos pilotos e navegadores. A juventude do Luccas e a experiência do Tedesco somarão muito para a equipe”, finalizou Mirtillo Trombini.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

GPWC – “As novas donas do circo”

Os acontecimentos narrados nesta seção ocorreram entre os anos de 2001 e 2002.

Título e informações: Racing (13 de junho de 2001 – Venício Zambelli)
A revista Racing tira o assunto de suas colunas e os coloca em uma matéria. Por não ser diária, deu-se ao luxo de explicar os pormenores mais didaticamente e colocar fotos estouradas sem a mínima necessidade.

Ainda assim, um trecho do texto cama a atenção: “Para garantir a transmissão e outros interesses, a única solução seria que elas tomassem poder da maioria das ações da Slec, para que tocassem da maneira como quisessem a categoria. Mas caso não seja possível, uma nova Fórmula 1 surgirá. A Primeira Categoria Global (Premier Global Series), como informa a Acea”.

Um box enxertado na reportagem explica a TV digital, grande aposta da FOM no final dos anos 90 para a Fórmula 1 nas transmissões européias, que funcionavam em sistema pay-per-view (a transmissão usual continuava, claro, em tv aberta). “Nos países em que já se utiliza a televisão digital (...), a cobertura é ainda mais ampla (...). Você pode escolher de qual câmera quer assistir [a corrida]”.

No fim de 2001, a tv digital foi desativada. Considerada um fracasso financeiro, como aliás, todas as tentativas prévias de colocar corridas em transmissões pagas (aqui tem um exemplo).

Já o nome Premier Grand Prix durou menos ainda: a Acea tratou logo de substituí-lo por Grand Prix World Championship, ou, simplesmente, GPWC.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

5 circuitos para entender o hoje – A1-Ring

O quarto post da série também entra para o rol das escolhas questionáveis. Fosse o sistema decimal pouco mais flexível, não hesitaria em também arrumar um espaço para Estoril, cuja ausência no calendário diz muito sobre a mudança de paradigmas da construção de autódromos pautada pela Fórmula 1. É de notável eloquência, portanto, que o GP da Áustria tenha ressurgido no ano imediatamente seguinte ao do adeus da etapa portuguesa.

O renascimento da corrida austríaca, como se sabe, foi condicionado a uma reforma drástica no autódromo que recebeu as provas até os anos 80. Nas palavras do jornalista Tony Dodgins: “Nenhum lugar melhor caracteriza as mudanças nos circuitos exigidas pela segurança do que os melhoramentos empreendidos na Áustria. O antigo circuito de Österreichring costumava ser um dos desafios mais assombrosos em comparação a qualquer outro. O novo A1-Ring não passa de uma pálida sombra. Ainda se consegue contemplar o cenário da caixa de chocolate, as vacas (...), mas não se tem mais Hella Licht, a Bosch Kurve ou a antiga Rindt Kurve. Uma pena”.

A mudança de nome já fala por si. Österreichring (“circuito austríaco”, literalmente), nacionalista, imponente, impenetrável, extenso, dá lugar a A1-Ring, esquemático, compacto e, sobretudo, neoliberal: “A1” é o nome da empresa de telefonia celular que financiou a maior parte da reforma.

E não foi um mau negócio: as obras totalizaram módicos US$ 20 milhões para colocar de pé instalações muito elogiadas, naquele bucólico cenário no meio do nada. Importante notar que este foi o primeiro projeto expressivo comandado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, que o executou com uma tesoura em punho. Österreichring tinha uma volta de 5,941 km; A1, meros 4,323 km.

Bom lembrar que as obras se deram entre 1995 e 1996, pouco tempo após os fatídicos eventos de 1994: as curvas de alta velocidade – marca indelével de Österreichring - não eram apenas indesejáveis, mas estritamente proibidas, inclusive oficialmente, de acordo com as diretrizes da FIA.

Apesar de as retas pouco desprezíveis, saltavam aos olhos no novo circuito as curvas lentas, três em especial: a de 90 graus, após a largada; e os dois grampos seguintes. A missão, óbvia, era não só impor os padrões de segurança como proporcionar ultrapassagens. Não há grandes provas de que o último intento tenha sido alcançado. A porrada entre Heidfeld e Sato, em 2002, relativiza de certa forma também o primeiro.




Triviais
Dodgins pensa os circuitos do fim dos anos 90 a partir do pensamento do engenheiro Harvey Postlethwaite, que ele cita: “É realmente bastante divertido. Passamos horas e horas em túneis aerodinâmicos buscando a última palavra em termos de projetos aerodinâmicos, mas quando se observa as pistas triviais em que corremos atualmente, as coisas dificilmente sairão da segunda marcha e um fator muito mais importante é o tracionamento na saída de curvas lentas”. Não poderia haver melhor protótipo para tal do que o autódromo austríaco.

Presente nas temporadas de 1997 a 2003, a particularidade do GP da Áustria chegava a ser curiosa: era conhecido por ser a prova que menos exigia fisicamente do piloto. A atmosfera campestre e, sobretudo, um imenso campo de visão do circuito atraíam a simpatia da torcida. A1-Ring pode ser vista como o túmulo das curvas de alta? Como a antessala da era Tilke? Também é bom não esquecer que a pista se fez presente na época em que a Fórmula 1 ainda se preocupava em estar perto de seu verdadeiro público. Recordemos que sua saída do calendário ocorreu tão somente para abrir espaço às etapas asiáticas – como se pode ver, bem como Estoril, a ausência de A1-Ring também diz muito sobre os novos paradigmas. Mas este é um assunto para o último texto da série.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O dia em que Fangio quase morreu


Juan Manuel Fangio viu a morte de perto duas vezes na pista. A primeira em Monza, 1952, no relativamente famoso acidente que sofreu após dirigir a noite inteira para chegar ao circuito. A outra foi nas 24 Horas de Le Mans de 1955.

Ele se aproximava da reta dos boxes em sua furiosa perseguição à Jaguar de Mike Hawthorn, logo atrás do companheiro Pierre Levegh, retardatário. Hawthoorn subitamente entrou nos boxes, forçando uma manobra repentina de Lance Macklin, em um Austin Healey para evitar a colisão. Levegh, por sua vez, não teve como evitar a colisão com Macklin senão jogando seu carro contra um barranco ao lado da pista.

O resto da história todos sabem: Levegh bateu e decolou sobre a multidão em plena reta dos boxes, no maior acidente do automobilismo de todos os tempos, que custou a sua vida e a de mais de oitenta espectadores.

Fangio permaneceu na corrida por muitas horas após o ocorrido, desistindo apenas quando a Mercedes deciciu por retirar seus carros em luto por seu piloto e pelos espectadores. O argentino conta que só pôde passar incólume da batida porque Levegh sinalizou com o braço a presença do Austin Healey á frente, pouco antes de se lançar ao vôo mortal. Não fosse por isso, ele também estaria entre as vítimas.

O episódio ocorreu na terceira hora da corrida, em 11 de junho de 1955.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Henry Grosskopf e André Munhoz garantem o título 2010 da Mitsubishi Cup



A Mitsubishi Cup Sudeste desembarcou pela segunda vez este ano na cidade de São Carlos, interior paulista, desta vez para a realização da sexta etapa do maior Rally Cross Country do país. Novamente o local escolhido para a construção da pista foi a Fazenda Três Marias, em um traçado de alta velocidade, com 34,7km de extensão extremamente liso, exigindo total controle dos pilotos.
“A pista estava muito escorregadia, e era extremamente rápida, chegamos a atingir 145 km/h em nossa TR4R,”  informa Henry.
Henry Grosskopf e André Munhoz novamente foram imbatíveis na competição, venceram duas das três voltas e subiram ao lugar mais alto do pódio pela quarta vez em seis etapas realizadas em 2010, o que lhes garantiu por antecipação o titulo da categoria Pajero TR4R Light.
“O resultado de São Carlos coroou nossa dedicação. Estamos muito felizes por este resultado, que nos dá com uma prova de antecedência o título de campeão da Mitsubishi Cup,” desabafa o piloto.
“Vamos participar da última prova em Ribeirão Preto sem a mesma pressão das outras etapas, mas vamos fazer nosso dever de casa, queremos fechar este ano com chave de ouro, com mais uma vitória,” finaliza Henry Grosskopf.