Subscribe:

sexta-feira, 30 de março de 2012

Michele Alboreto

Grande piloto italiano, morreu fazendo o que gostava. Pilotar carros
Michele Alboreto desde que começou a pilotar, nunca mais parou, sempre que tinha tempo estava metido em uma corrida, seja de F1, carros esporte, turismo, formula Indy.
Em 14 anos na categoria, trocou de equipe 8 vezes, obteve 5 vitórias e foi vice campeão do mundial brigando de igual para igual com Alain Prost em 85.
Acompanhe suas trocas de equipe.
Faz sucesso em suas primeiras temporadas, de 81 a 83 na Tyrrell, obtêm 2 vitórias


De 84 a 88 na Ferrari, Alboreto tem seu ápice na F1. Não fosse a consistência de Prost, poderia ser campeão em 85


De volta a Tyrrell em 89, faz 6 GP's e consegue um pódio


Ainda em 89, se muda para a Larrousse. Vai mal, mas com esse carro ninguém faz milagre


Em 90 se muda para a Arrows, passa o ano zerado.


Em 91, a Arrows muda para Footwork, em 92, faz alguns pontos.


Sofre na Lola em 93


No final de carreira, se muda para a Minardi em 94, consegue marcar seu último ponto na categoria

quinta-feira, 29 de março de 2012

Lotus 98T

A história do Lotus Renault John Player Special 98T/4
O chassi nº 4 da Lotus Renault John Player Special 98T foi inaugurado no Grande Prêmio da Alemanha, no dia 27 de Julho de 1986, realizado no circuito Hockeinheimring e vencido por Nelson Piquet, que pilotava a Williams com o excelente motor Honda. A corrida inaugural do chassi nº 4 foi muito bem sucedida, pois o Ayrton terminou a prova na segunda colocação ficando “somente” 15’.437 atrás do primeiro colocado. O motivo da construção de um novo chassi para o veículo (lembrem-se que inicialmente foram construídos somente três exemplares, conforme expliquei no post anterior) foi o acidente sofrido pelo Ayrton na terceira volta do Grande Prêmio da França, realizado em Paul Ricard, no dia 06 de Julho do mesmo ano e vencido pelo leão Nigel Mansell, mostrando mais uma vez a força da equipe Williams Honda.
Ayrton Senna continuou utilizando o chassi nº 1 para provas de classificação e com esse equipamento conseguiu notáveis resultados, totalizando 8 pole positions ao longo de toda temporada que contou com 16 provas no total.
O Lotus JPS 98T4 foi guiado por Ayrton Senna nos últimos 7 Grandes Prêmios da temporada de 1986, largando na pole position em 3 ocasiões (GP da Hungria, Portugal e México), liderando 5 corridas e alcançando quatro bandeiradas, sendo duas em 2º (GP da Alemanha e GP da Hungria), uma em 3º (GP do México) e uma em 4º colocado (GP de Portugal). Esse modelo foi o Lotus mais potente de todos os tempos, alcançando a marca de 346.3 km/h na volta 53 do Grande Prêmio do México, realizado no Circuito Hermano Rodriguez, em 12 de Outubro do mesmo ano e vencido por Gerhard Berger com seu Benetton BMW. O Lotus JPS 98T/4 se aposentou na volta 43 do Grande Prêmio da Austrália realizado no Circuito de Adelaide em 26 de Outubro do mesmo ano e vencido pelo francês Alain Prost com seu McLaren-TAG com problemas no propulsor Renault Turbo e entrou para história tornando-se o último Lotus John Player Special a disputar um campeonato depois de 14 anos de patrocínio da marca Inglesa de cigarros.
O 98T/4 foi então vendido a um promissor colecionador dos Estados Unidos enquanto uma nova fábrica de motores para automóveis de corridas fora montada por Bruno, o então Engenheiro Chefe da Renault Sports. O veículo foi mantido na coleção sob condições severas de controle de umidade e foi regularmente conservado até retornar ao Reino Unido no ano 2000, oportunidade na qual fora enviado ao Team Lotus para minuciosa inspeção.
A caixa de marchas foi reconstruída, o sistema de aquecimento de água do motor foi montado ao longo de um novo sistema de detonação e todo o resto do veículo foi recuperado afim de que este ficasse pronto para retornar às pistas. O carro foi muito bem sucedido em testes no circuito de Hethel, logo após, no templo da velocidade, Silverstone, e por fim foi uma das estrelas do Festival da Velocidade de Goodwood (Goodwood Festival of Speed).
Um fato bastante interessante a cerca dos testes realizados no Lotus JPS 98T/4 depois de ter sido recuperado foi o depoimento de Nigel Mansell, que guiou o veículo em Silverstone por 6 voltas; ao sair do 98T/4 foi perguntado por Murray Walker (famoso narrador inglês que acompanha há muitos anos o circo da Fórmula 1) se poderia haver comparação entre aquele modelo e outros Lotus que o próprio Mansell já havia pilotado. Mansell visivelmente emocionado respondeu que aquele exemplar foi o melhor Lotus que ele já havia guiado e por isso, naquele momento, ele compreendera por que o Ayrton conseguiu ser tão bem sucedido com aquele modelo.O veículo se apresentou novamente, desta vez em Goodwood no ano de 2002. O 98T/4 também foi uma das estrelas do Memorial Ayrton Senna em Donnington, Inglaterra em Julho de 2003, oportunidade na qual foi pilotado por 23 voltas inteiras sem qualquer problema mecânico e ainda se apresentou pela quarta vez em Junho 2004 e vem regularmente participando de vários eventos relacionados a Fórmula 1. O 98T/4 está sob os cuidados técnicos do renomado engenheiro Martin Roy, que trabalhou juntamente com Ayrton Senna durante a temporada de 1986.
Em 2003, a Brian James Trailer, empresa especializada na confecção de trailers, desenvolveu um trailer especial para transportar o 98T/4. Fora desenvolvido um jogo de tampas costuradas a mão que não permitiam a troca de ar no interior do trailer e o mantinha impermeável.
Somente quatro desses veículos foram produzidos; o 98T/4 foi o último da linha de montagem e também foi o último Lotus a ser pilotado por Ayrton Senna sob o belo patrocínio da John Player Special. Esse Lotus Renault bi-turbo produzia acima de 1.150 Hps a 13.000 Rpm, por isso é uma peça única na história tanto da Lotus quanto do Ayrton Senna, que o pilotou por mais de 4.345 km, e sempre será lembrado como um dos mais belos e potentes carros de formula 1 de todos os tempos.


















Lista de testes e GP's realizados pelo Lotus Renaut JPS 98T/4


















O Lotus Renaut JPS 98T/4 sendo apresentado no Festival da Velocidade de Goodwood em 2002


Ayrton Senna a bordo do seu Lotus Renaut JPS 98T/4 no GP da Austrália disputado no circuito de Adelaide


Nigel Mansell testando o Lotus Renaut JPS 98T/4 no circuito Silverstone na Inglaterra em 2001

quarta-feira, 28 de março de 2012

20 anos do 1º campeonato de Senna

Como de praxe, esqueci datas importantes de novo. Não fiz nenhuma matéria, me perdoem. Hoje faz 20 anos do primeiro campeonato de Senna na F1. Corrida clássica em Suzuka, leia aqui uma matéria da corrida feita por Speerder_76 e aqui uma feita pelo também blogueiro, Ivan Capelli.

Minha pequena contribuição é uma foto em alta resolução de Senna em 88.


1988 Ayrton Senna McLaren MP4/4 Honda 1.5 V6T Spa-Francorchamps GP da Bélgica

terça-feira, 27 de março de 2012

Imola - ITA

Na verdade, Imola é a cidade, o nome do Autódromo é Enzo e Dino Ferrari.
Sediando o GP de San Marino desde 80, Imola é uma das mais clássicas pistas de F1, foi palco de grandes batalhas dentro e fora das pistas, mas infelizmente esta pista é mais lembrada pelos graves acidentes ocoridos ai. Em 87 Piquet de Williams bate na Tamburello, dois anos depois a Ferrari de Berger pega fogo depois de bater nesta mesma curva, em 91 a Footwork de Alboreto dá uma pancada no muro da Tamburello em testes de inverno, e, tragicamente em 94, 3 graves acidentes em Imola, Barrichello foi o primeiro, ele quebrou o braço depois que sua Jordan alçou vôo em uma zebra na Rivazza, os dois últimos foram mais graves ainda, o austríaco Roland Ratzenberger morreu depois que sua Simtek bateu violentamente no muro da curva Villeneuve e Ayrton Senna morreu em um hospital Bolonha depois que sua Williams bate na Tamburello em 1 de maio de 94. Depois destes graves acidentes, o circuito de Imola foi bastante modificado, em curvas como a Tamburello por exemplo, foram criadas chicanes para diminuir a velocidade dos carros.
Para tentar voltar a F1 (o GP está fora desde 06), Imola passa hoje por uma serie de reformas, a maior delas é na parte do Pit-Lane, que será totalmente recontruído.




Imola depois das mudanças de 94

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dijon - FRA

Hoje veremos o circuito de Dijon-Prenois. Situado na França, sediou o GP Francês por seis vezes, não consecutivas, revezando com Paul Ricard. No inicio, em 74, Dijon era muito curto, cerca de 2 milhas, o que acarretava um certo congestionamento, mas o problema foi sanado em 77, quando se alterou uma curva e o traçado passou a ter 3800 m. Sustentou-se na F1 ate 84, quando cedeu lugar definitivamente a Paul Ricard.





Palco do GP da França em 74, 77, 79, 81, 82 e 84

domingo, 25 de março de 2012

Jacarepaguá - BRA

Quando se pensa em um GP no Brasil, logo se pensa em Interlagos, mas nem sempre foi assim, pricipalmente na decada de 80, o circuito brasileiro na F1 era o de Jacarepagua, no Rio de Janeiro. Com quase 5 Km, o circuito sediou o GP Brasil por 10 vezes, de 78 a 89, tendo seu recorde de Pista feito por Riccardo Patrese com sua Williams no tempo de 1'32.507. Hoje, Jacarepaguá esta entregue as "baratas" e com sério risco de abandono ou demolição. Depois de 89 o GP Brasil voltaria aos braços de São Paulo com o circuito de Interlagos.






Sediou o GP Brasil de 78 a 89

sábado, 24 de março de 2012

Hockenheim - GER

Hoje a conheceremos um pouco mais do Circuito que abrigou por vários anos o GP da Alemanha, o circuito deHockenheim. Este circuito começou a sediar corridas da F1 em 70, onde provocava muitas emoções nos seus quase 7 Km de pista, com suas duas retas longas adentrando a floresta, trazia uma emoção a mais aos pilotos, depois das retas da floresta, vinham as partes com curvas, o estádio, era um circuito extremamente veloz. Há pouco tempo este circuito foi "mutilado", arrancando suas imensas retas e matando todo o espírito aventureiro necessário para conduzir um carro ali a mais de 300 km/h.





Hockenheim sediou o GP da Alemanha de 70 ate 06

sexta-feira, 23 de março de 2012

Adelaide - AUS

Hoje iremos mostrar a pista de rua de Adelaide, geralmente palco da ultima corrida do ano. Adelaide guardava sempre uma grande emoção, exemplo de 1986 quando Piquet, Mansell e Prost disputavam o título que ficou nas mãos de Prost naquele ano, e 1994, quando Schumacher e Hill se engalfinharam e o título foi parar nas mãos do Alemão, nesse ano também Adelaide foi palco da última vitória de Nigel Mansell.
Dona de uma grande reta oposta na qual os pilotos vinham de pé em baixo, e logo após, "fincavam" o pé no freio para fazerem um grampo feito em 1ª marcha.

Acompanhe agora uma volta no circuito de Adelaide.





Sediou os GP's da Austrália de 85 a 95, quase sempre na última prova do campeonato.

quinta-feira, 22 de março de 2012

etroit - USA

Sediou um dos GP's dos Estados Unidos na época dos carros mais potentes da Formula 1 , a era turbo.
Esses carros chegavam a ter mais de 1000 cavalos, e controlar toda essa cavalaria sem ajuda eletronica e em um circuito de rua não é mole não. Detroit foi amado e odiados por muitos, pois suas esquinas reduziam muito a velociadade do carro, mas mesmo assim, encontrava-se um ponto de ultrapassagen no final da reta. Mesmo assim esse circuito provoca mais ultrapassagens que Hungaroring.
Circuito de rua de Detroit, abigou a F1 de 82 a 88

quarta-feira, 21 de março de 2012

Monza

Uma das mais históricas pistas no mundo, Monza já foi bem diferente do que é hoje. Ostentando um circuito de 10 km, a velha Monza trazia quase que um oval para dentro do circuito. Com duas curvas de altíssimas velocidades, a pista ficou ainda mais famosa com seus 'bankings'.
Com a incrível inclinação de 45º, essas duas curvas(curva nord e curva surd), eram um caso a parte no circuito.
Este traçado, em específico, foi usado em 55-56 e 60-61 pela Formula 1. Neste último ano, marcou uma tragédia. Foi a morte do aspirante ao título mundial, Wolfgang von Trips, e de mais 14 espectadores. Bem verdade que o acidente não teve nada a ver com os 'bankigns', mas a partir desta data, esta parte do circuito não foi mais usado para competições oficiais de F1. Em 65, os F1 voltaram a Monza, mas agora, só para as filmagens de um clássico do cinema: Grand Prix de John Frankenheimer.
Essa configuração de Monza ainda foi usada até 69, onde lá, eram disputadas os 1000 Km de Monza. Depois de um acidente fatal em 65, foram inseridas chicanes antes dos 'bankings' para diminuição da velocidade.
Esta 'velha' Monza ainda continua lá, claro que não mais nas condições de antes, como poderá observar nas fotos, mas, mesmo assim, é um colírio para os olhos.

Construção das curvas Alta Velocità Surd e Alta Velocità Nord

500 milhas de Monza em 57. A competição só era disputada somente no oval além se ser na 'mão' contraria da F1. Era apelidada de 'Monzanápolis'


1º GP da F1 na 'nova' Monza. Moss (16) e Fangio (18) em 55

Inicio da fatídica corrida de 61. Também na entrada na curva Nord

Fique agora, com as belas imagens da Monza hoje, apreciem!

























Crédito desta foto vai para o leitor Janus

terça-feira, 20 de março de 2012

Montjuich Park

Montjuich Park sediou o GP da Espanha em anos intercalados entre 69 e 75, neste período aconteceram 4 provas no belíssimo circuito de rua de Barcelona.
Encravado no centro da cidade catalã, Montijuich estava mais para um passeio no parque do que para um GP de F1, o resultado disto, foram dois grandes acidentes que marcaram o GP, o primeiro na estreia, em 69, e o segundo na despedida, em 75.
Só que este tópico é para mostrar como era, e como estão os circuitos da F1.
Seguem então, as belas fotos do circuito ...


Jochen Rindt com sua Lotus em 69, primeiro GP de Montjuich


As Ferraris de Ickx e Regazzoni puxando a fila do GP em 71


François Cevert foi 2º com sua Tyrrell em 73. Emersom venceu


Largada do conturbado GP de 75


Acidentes de Rindt e Hill em 69


Triste imagem de Montjuich: Rindt 69 e Stommelen 75


O circuito de Montjuich tinha 3.790 metros ...


... e era situado no centro de Barcelona

Abrigou o GP da Espanha entre 69 e 75, ...

... sempre intercalando com Jarama


O mais belo circuito da história da F1?

Seu maior vencedor foi Jackie Stewart, com duas vitórias (69,71)


Quem também venceu foi Emerson Fittipaldi (73) e Jochen Mass (75)


Monumento no parque para homenagear o circuito