No GP de Aragón, domingo, o piloto espanhol ficou fora do pódio pela 1ª vez nesta temporada
Fora do pódio pela primeira vez no ano, no GP de Aragón, na Espanha, Jorge Lorenzo diz não estar desesperado com a proximidade dos rivais da Honda e da Ducati no Mundial de MotoGP. Líder absoluto do campeonato no primeiro turno, o piloto da Yamaha afirmou que prefere defender uma grande vantagem na classificação a ter que correr atrás dos resultados.
Em Indianápolis e San Marino, Lorenzo acompanhou as vitórias incontestáveis de Dani Pedrosa (Honda), segundo no Mundial e seu principal adversário. Na Espanha, no último domingo, o espanhol ficou fora do pódio pela primeira vez na temporada para dar espaço ao australiano Casey Stoner (Ducati), que conquistou a vitória inédita em 2010.
Segundo Lorenzo, a principal fraqueza da Yamaha é a falta relativa de velocidade nas retas, problema que ficou em evidência com a fraca tração da moto em Aragón. "Desde o começo do final de semana tivemos problemas com tração", disse o espanhol. "Os pneus estavam rodando muito da metade até a saída das curvas".
"Com isso, o desempenho do pneu caiu muito rapidamente. Normalmente, eu fico mais forte a cada volta. No momento, é óbvio que a moto da Yamaha não é a melhor do grid, mas não é tão ruim. Eu quero voltar às vitórias. Por enquanto, está difícil", acrescentou.
Mesmo tendo terminado atrás de Pedrosa nas últimas três corridas, a vantagem de Lorenzo no campeonato continua grande, de 77 caiu para 56 pontos. Com isso, o piloto da Honda precisaria de ótimos resultados nos últimos cinco GPs para roubar o título do compatriota.
A liderança aparentemente tranquila de Lorenzo lhe deu confiança suficiente para defender estes 56 pontos de vantagem, mesmo com uma moto menos competitiva de agora em diante. O espanhol espera que, em Motegi, o novo motor possa ajudá-lo a voltar aos dias de glória na MotoGP.
"Eu não estou preocupado, porque (preocupação) não me deixará mais veloz", afirmou. "Com certeza eu prefiro ter 56 pontos de vantagem a não ter nada. Eu prefiro tê-los com uma moto mais devagar do que ter uma moto rápida. Então, esperamos pelo novo motor e veremos o que irá acontecer", disse Lorenzo.



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