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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Amigos, rivais e companheiros de equipe

Eles seguiram carreiras paralelas, foram rivais nas pistas desde o Brasileiro de Fórmula 3 de 1994, se reencontraram anos depois na Fórmula Indy, com direito a dobradinha na temporada de 2002 (um foi campeão, o outro, vice) e se transformaram em grandes amigos. Pela primeira vez desde que sentaram em um kart e deram início à trajetória que os levaria a brilhar nas pistas do mundo, Cristiano da Matta e Bruno Junqueira vão dividir o comando de um mesmo carro. E não se trata de uma máquina qualquer, mas de um Jaguar XKR GT – o mais novo representante da dinastia do felino nas pistas, com motor V8 de 5 litros e 560 cavalos. 

O desafio dos mineiros também não é dos mais simples, mas é algo aguardado pela dupla com grande ansiedade: brigar com as equipes oficiais ou semioficiais de sete fábricas – Corvette (GM), Ferrari, Porsche, BMW, Lamborghini, Ford e Panoz na American Le Mans Series. Um campeonato de resistência com etapas em circuitos lendários como Sebring, Long Beach. Mosport, Mid-Ohio, Laguna Seca e Elkhart Lake, território de especialistas, que Cristiano e Bruno se preparam para enfrentar. Quarta e quinta próximas, eles terão o primeiro contato com o carro nos treinos extraoficiais de Sebring, palco da 56ª edição das 12h, em 19 e 20 de março.

“Estou mais do que feliz com a oportunidade, é bom demais, especialmente ao lado de um amigo e um dos melhores pilotos que conheço. O carro ainda está em desenvolvimento, não vamos começar o ano como favoritos, mas as perspectivas são bastante positivas. Vamos usar os pneus Dunlop em lugar dos Yokohama; a equipe conseguiu emagrecer o conjunto em 30 quilos e está preparando um novo motor. Além de tudo, ainda tem a questão do tamanho, que ajuda na hora de trocar de piloto. Temos quase a mesma estatura e não vai ser necessário mexer em nada no cockpit”, explica Bruno, que já conheceu a sede da equipe oficial Rocketsports em Lansing, Michigan.

Cristiano também se mostra animado depois do ano complicado na F-Truck (a exemplo de Bruno) e lembra que, entre os aspectos positivos da parceria está a total cumplicidade. “Sou padrinho de casamento dele, estamos sempre nos encontrando, não poderia haver uma experiência melhor. Ele entende bem o que eu gosto no carro, eu conheço o que ele prefere, e estamos igualmente motivados. Além de tudo, não é um carro comum, é um Jaguar. Ambos costumamos pegar a mão do carro rápido, sem dificuldades, e espero que se repita. O importante é que a intenção da equipe é muito boa e a pressão por resultados, ao menos neste início, não será tão grande. Acho que por isso contrataram dois mineiros, vamos trabalhar em silêncio para desenvolver o equipamento”, brinca.

ADVERSÁRIOS O ano de estreia neste tipo de prova (Bruno correu uma vez as 12h, com um Panoz, e Cristiano dividiu o comando de um protótipo com Paul Newman e Sebastien Bourdais nas 24h de Daytona, além de fazer provas mais curtas na série Grand-Am) promete mesmo trabalho. Entre os adversários há pilotos com grande experiência como Mika Salo, Jan Magnussen, Scott Sharp, Giancarlo Fisichella e Oliver Gavin, além do paranaense Jaime Melo Júnior, campeão sul-americano de F-3, como Bruno, que se tornou piloto oficial da Ferrari para os modelos GT.

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