Toda história tem seu início, meio e fim. Mas toda trajetória também tem seus pontos mais marcantes. As lembranças, boas ou ruins, são aquelas que povoarão para sempre as cabeças daqueles que viveram tal situação. E a primeira reportagem da série especial 'Roda de Histórias' veio para resgatar essas memórias. Os 'arquivos humanos' são feras do esporte a motor do Brasil e do mundo: Alexandre Barros, Bia Figueiredo, Guilherme Spinelli, Max Wilson e Ricardo Maurício. Clique no vídeo ao lado e confira o bate-papo descontraído onde os 'baús' são abertos e as histórias reveladas!
São centenas de anos do esporte a motor em questão. Só o ex-piloto de motovelocidade Alexandre Barros tem quase trinta anos em cima das duas rodas. Além disso, agora o paulista de 40 anos está se aventurando a bordo dos carros: ele está correndo na Porsche Cup. Mas o grande momento que Alex relembrou não podia ser em outro campeonato: a MotoGP.
- Todo mundo aqui pode falar, acontece na carreira de às vezes você estar abençoado naquele dia. Parece que tudo dá certo e você se funde com o equipamento. E eu fiz uma ultrapassagem em um curva de média-alta velocidade: foram três pilotos em uma sequência de três curvas, passando os três por fora - disse, orgulhoso, o dono de sete vitórias na principal categoria da motovelocidade mundial.
O esporte que Guilherme Spinelli escolheu já pode ser considerado um 'baú de más memórias'. No rali, o carioca já enfrentou inúmeras pedras, rios, desertos e asfaltos. Tricampeão do Rali dos Sertões e vice-campeão da categoria gasolina do Rally Dakar 2011, Spinelli optou por relembrar a principal competição de endurance do mundo.
- Eu vou falar sobre o Dakar porque eu acho que é um automobilismo diferente, totalmente fora dos padrões. Até um amigo meu, jornalista, que acompanhou o Dakar no ano passado me disse: 'não basta ser piloto para fazer isso daqui. Você precisa ser piloto, Super-Homem, Indiano Jones e MacGyver - brincou o piloto de 38 anos, ao lembrar de heróis da televisão e do cinema.
Alex Barros, Guigua Spinelli, Max Wilson, Bia Figueiredo e Ricardo Maurício são os convidados do novo quadro
O campeão da Stock Car em 2010, Max Wilson, preferiu lembrar um dos momentos mais difíceis que passou na carreira. O dono do carro 65 da equipe RC preferiu voltar na história e optou por uma memória não tão glamurosa quanto o título da maior categoria do automobilismo brasileiro.
- O primeiro ano em que eu sai do Brasil, eu fui participar da Fórmula 3 Alemã. E foi um ano super-complicado, eu acabei entrando em uma equipe que havia me prometido várias coisas e acabou não cumprindo nada. De lá da Alemanha, eu tive que mudar para a Itália. Quando a gente fala que morou na Europa para ser uma coisa legal, mas eu acabei morando em um buraco, que só tinha a minha cama - afirmou o esportista, que ainda foi piloto de testes da Williams na Fórmula 1.
A única mulher esportista do bate-papo foi Bia Figueiredo. Primeira mulher a conquistar a Fórmula Renault e primeira brasileira a correr na Fórmula Indy, a paulista enfrentou muitos obstáculos até 'construir' seu nome no automobilismo. Mas até lá, a pilota enfrentou o preconceito masculino.
- Eu tive muita sorte de ter uma família que me apoia, porque é um esporte masculino. Até brinco lá em casa, que se eu tivesse um irmão eu estava lascada. Depois, eu levei muita porrada dos meninos, eles odiavam perder para mim - comentou Bia.
Com 32 anos de idade, Ricardo Maurício também já acelerou muito na carreira. Campeão da Stock Car 2008, Ricardinho passou pela Fórmula 3 e Fórmula 3000 antes de se sagrar campeão da principal categoria do automobilismo nacional. Mas nem sempre, o paulista viveu bons momentos no volante.
- Eu tinha dois anos de Fórmula 3000 e, no final de 2000, eu acabei parando porque não tinha mais patrocínio. A equipe que eu estava acabou pegando dois pilotos novos. Fiquei parado oito meses e pensei que ali tinha acabado minha carreira realmente - relembrou o dono do carro 90 da equipe RC na Stock Car.
Não perca, na próxima sexta-feira, dia 12 de março, a próxima reportagem da série especial 'Roda de Histórias'. Lá, os atletas falarão sobre o lado pessoal da carreira automobilística: a distância dos familiares, os verdadeiros amigos e a vaidade, mesmo com o macacão.
* pariciparam desta produção: Breno Dines, Ivy Jannibelli, Mateus Ruggiero, Pedro Ivo, Rafael Honório e Thiago Correia.
O campeão da Stock Car em 2010, Max Wilson, preferiu lembrar um dos momentos mais difíceis que passou na carreira. O dono do carro 65 da equipe RC preferiu voltar na história e optou por uma memória não tão glamurosa quanto o título da maior categoria do automobilismo brasileiro.
- O primeiro ano em que eu sai do Brasil, eu fui participar da Fórmula 3 Alemã. E foi um ano super-complicado, eu acabei entrando em uma equipe que havia me prometido várias coisas e acabou não cumprindo nada. De lá da Alemanha, eu tive que mudar para a Itália. Quando a gente fala que morou na Europa para ser uma coisa legal, mas eu acabei morando em um buraco, que só tinha a minha cama - afirmou o esportista, que ainda foi piloto de testes da Williams na Fórmula 1.
A única mulher esportista do bate-papo foi Bia Figueiredo. Primeira mulher a conquistar a Fórmula Renault e primeira brasileira a correr na Fórmula Indy, a paulista enfrentou muitos obstáculos até 'construir' seu nome no automobilismo. Mas até lá, a pilota enfrentou o preconceito masculino.
- Eu tive muita sorte de ter uma família que me apoia, porque é um esporte masculino. Até brinco lá em casa, que se eu tivesse um irmão eu estava lascada. Depois, eu levei muita porrada dos meninos, eles odiavam perder para mim - comentou Bia.
Com 32 anos de idade, Ricardo Maurício também já acelerou muito na carreira. Campeão da Stock Car 2008, Ricardinho passou pela Fórmula 3 e Fórmula 3000 antes de se sagrar campeão da principal categoria do automobilismo nacional. Mas nem sempre, o paulista viveu bons momentos no volante.
- Eu tinha dois anos de Fórmula 3000 e, no final de 2000, eu acabei parando porque não tinha mais patrocínio. A equipe que eu estava acabou pegando dois pilotos novos. Fiquei parado oito meses e pensei que ali tinha acabado minha carreira realmente - relembrou o dono do carro 90 da equipe RC na Stock Car.
Não perca, na próxima sexta-feira, dia 12 de março, a próxima reportagem da série especial 'Roda de Histórias'. Lá, os atletas falarão sobre o lado pessoal da carreira automobilística: a distância dos familiares, os verdadeiros amigos e a vaidade, mesmo com o macacão.
* pariciparam desta produção: Breno Dines, Ivy Jannibelli, Mateus Ruggiero, Pedro Ivo, Rafael Honório e Thiago Correia.



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