Lewis Hamilton, sempre combativo, não ganhou nada ainda em 2012. Fez duas poles, mas não venceu e nem sequer conseguiu bater seu companheiro Jenson Button em condições normais de corrida. Porém, é o único a ter subido no pódio em todas as corridas, sempre em terceiro, e virou líder do campeonato. Pode isso, Arnaldo?
Pode, ué. Num campeonato equilibrado como o que está se desenhando, com alta divisão de vitórias (até aqui foram três ganhadores de três diferentes equipes), a regularidade acaba falando mais alto. E Hamilton, que até então nunca foi tido como um piloto cerebral, muito menos regular, surpreende ao correr com inteligência, visando marcar pontos. Está fazendo certo.
Será que Hamilton mudou? Não exatamente. Continua agressivo, como a briga com Sergio Perez e as ultrapassagens sobre Felipe Massa e Sebatian Vettel mostraram, mas já não corre mais os riscos desnecessários do passado. Porém, curiosamente, sem muita felicidade. Geralmente expansivo e alegre nos pódios, Hamilton está contido este ano. Não ganha, não está feliz, mas é líder. Um sentimento agridoce.
A presença de Button na equipe, se no ano passado desestabilizou Lewis, este ano parece estar ajudando no desenvolvimento de seu talento. Com um piloto tão completo ao lado, o campeão de 2008 precisou amadurecer para continuar competitivo. E está conseguindo. A disputa interna da McLaren é pra lá de interessante e pode se converter na briga pelo título da temporada, já que a equipe é a única que tem sido competitiva em todas as corridas. Assim, quem sabe, no fim do ano, Lewis possa finalmente sorrir.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)



0 comentários:
Postar um comentário